"Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema." GÁLATAS 01.06-08
Amados irmãos,
Eis um maravilhoso artigo de nosso grande irmão do passado, A. W. PINK. Aqui ele nos alerta para um problema sempre muito atual, desde que as boas novas de salvação começaram a ser pregadas pelos apóstolos do Senhor Jesus: a sutil e sorrateira falsificação do verdadeiro Evangelho de Cristo Jesus, pregado dentro das próprias igrejas ditas "evangélicas".
Vale a pena conferir, em oração, a veracidade bíblica dessa mensagem para que o Espírito Santo de Deus nos faça alerta contra as imitações religiosas de satanás que têm arrastado milhões de pessoas, por ele ludibriadas, para o inferno.
Leia abaixo o artigo completo:
Outro Evangelho
Satanás não é um iniciador; ele é um imitador. Deus tem um Filho
unigênito, o Senhor Jesus Cristo; de modo similar, Satanás tem o “filho da
perdição” (2 Ts 2.3). Existe uma Trindade Santa; de maneira semelhante, existe
a Trindade do Mal (Ap 20.10). Lemos nas Escrituras a respeito dos “filhos de
Deus”? Lemos também sobre os “filhos do maligno” (Mt 13.38). Deus realmente
realiza em seus filhos tanto o querer como o executar a sua boa vontade? Somos
informados que Satanás é o “espírito que agora atua nos filhos da
desobediência” (Ef 2.2). Existe um “mistério da piedade” (1 Tm 3.16)? Também
existe um “mistério da iniquidade” (2 Ts 2.7). A Bíblia nos diz que Deus, por
meio de seus anjos, sela os seus servos em suas frontes (Ap 7.3)? Aprendemos
igualmente que Satanás, por meio de seus agentes, coloca uma marca sobre as
frontes de seus servidores (Ap 13.16). As Escrituras nos revelam que o
“Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus” (1 Co
2.10)? De maneira semelhante, Satanás possui as suas “coisas profundas” (Ap
2.24). Cristo realiza milagres? Satanás também pode fazer isso (2 Ts 2.9).
Cristo está assentado em seu trono? De modo semelhante, Satanás tem o seu trono
(Ap 2.13). Cristo possui uma Igreja? Satanás tem a sua sinagoga (Ap 2.9). Cristo
é a luz do mundo? De modo similar, o próprio Satanás “se transforma em anjo de
luz” (2 Co 11.14). Cristo designou os seus apóstolos? Satanás também possui os
seus apóstolos (2 Co 11.13). Tudo isso nos leva a considerar o “Evangelho de
Satanás”.
Satanás é um arqui-imitador. Ele está agora em atividade no
mesmo campo em que o Senhor Jesus semeou a boa semente. O diabo está procurando
impedir o crescimento do trigo, utilizando-se de outra planta, o joio, que em
aparência se assemelha muito ao trigo. Em resumo, por meio de um processo de
imitação, Satanás está almejando neutralizar a obra de Cristo. Portanto, assim
como Cristo tem um evangelho, Satanás também possui um evangelho, que é uma
imitação sagaz do evangelho de Cristo. O evangelho de Satanás se parece tanto
com aquele que procura imitar, que multidões de pessoas não salvas são
enganadas por este evangelho.
O apóstolo Paulo se referiu a este evangelho, quando disse:
“Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça
de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos
perturbam e querem perverter o evangelho de Cristo” (Gl 1.6,7). Este falso
evangelho estava sendo proclamado mesmo nos dias do apóstolo, e uma terrível
maldição foi lançada sobre aqueles que o pregavam. O apóstolo continuou: “Mas,
ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do
que vos temos pregado, seja anátema” (v. 8). Com a ajuda de Deus, nos
esforçaremos para explicar, ou melhor, para desmascarar este falso evangelho.
O evangelho de Satanás não é um sistema de princípios
revolucionários, nem mesmo um programa de anarquia. Este evangelho não promove
conflitos ou guerras, mas tem como alvo a paz e a unidade. Não procura colocar
a mãe contra a filha, nem o pai contra o filho; ao invés disso, ele fomenta o
espírito de fraternidade pelo qual a raça humana é considerada uma grande
“irmandade”. Este evangelho não procura mortificar o homem natural, e sim
aprimorá-lo e enaltecê-lo. O evangelho de Satanás defende a educação e a
instrução, apelando ao “melhor que há no íntimo do ser humano”; tem como alvo
fazer deste mundo um habitat tão confortável e agradável, que a ausência de
Cristo não será sentida e Deus não será necessário. O evangelho de Satanás se esforça
para manter o homem tão ocupado com as coisas deste mundo, que não tem ocasião
nem inclinação para pensar no mundo por vir. Este evangelho propaga os
princípios do auto-sacrifício, da caridade e da benevolência, ensinando-nos a
viver para o bem dos outros e sermos bondosos para todos. Apela fortemente à
mentalidade carnal, tornando-se popular entre as massas, porque ignora os
solenes fatos de que, por natureza, o homem é uma criatura caída, está alienado
da vida de Deus, morto em delitos e pecados, e de que a única esperança se
encontra em ser nascido de novo.
Em distinção ao evangelho de Cristo, o evangelho de Satanás
ensina que a salvação se realiza por meio das obras; incute na mente das
pessoas a idéia de que a justificação diante de Deus ocorre com base nos
méritos humanos. A frase sagrada do evangelho de Satanás é: “Seja bom e faça o
bem”; mas falha em reconhecer que na carne não habita bem algum. O evangelho de
Satanás anuncia uma salvação que se realiza por meio do caráter, uma salvação
que é o reverso da ordem estabelecida por Deus, em sua Palavra — o
caráter se manifesta como fruto da salvação. As ramificações e organizações
deste evangelho são multiformes. Temperança, movimentos de reforma, associações
de cristãos socialistas, sociedades de cultura ética, congressos sobre a paz,
todas estas coisas são empregadas (talvez inconscientemente) em proclamar este
evangelho de Satanás — a salvação pelas obras. Cristo é substituído pelo cartão
de apelo; o novo nascimento do indivíduo é trocado pela pureza social; e a
doutrina e a piedade são substituídas por filosofia e política. A cultivação do
velho homem é considerada mais prática do que a criação de um novo homem em Cristo Jesus ,
enquanto a paz universal é procurada sem a interposição e o retorno do Príncipe
da Paz.
Os apóstolos de Satanás não são donos de bares e negociantes de
escravos brancos; em sua maioria, eles são ministros do evangelho ordenados por
igrejas. Milhares daqueles que ocupam os púlpitos das igrejas modernas não
estão mais engajados em apresentar as verdades fundamentais da fé cristã; eles
deixaram de lado a verdade e se entregaram às fábulas. Em vez de magnificarem a
grande vileza do pecado e revelarem as suas eternas conseqüências, tais
ministros minimizam o pecado, por declararem que este é apenas uma ignorância
ou uma ausência do bem. Em vez de advertirem seus ouvintes a fugirem da “ira
vindoura”, tais ministros tornam Deus um mentiroso, por declararem que Ele é
muito amável e misericordioso e que, por isso mesmo, não enviará qualquer de
suas criaturas para o tormento eterno. Em vez de declararem que, “sem
derramamento de sangue, não há remissão”, tais ministros apenas apresentam
Cristo como o grande Exemplo e exortam seus ouvintes a seguirem os passos dEle.
Temos de afirmar a respeito desses ministros: “Porquanto, desconhecendo a
justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que
vem de Deus” (Rm 10.3). A mensagem deles talvez pareça bastante plausível, e
seu objetivo, digno de louvor; todavia, lemos a respeito deles: “Porque os tais
são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de
Cristo. E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de
luz. Não é muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em
ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras” (2 Co
11.13-15).
Além do fato de que centenas de igrejas estão sem líderes que
proclamem fielmente todo o conselho de Deus e apresentem o caminho de salvação
dEle, também temos de encarar o fato de que a maioria das pessoas destas
igrejas provavelmente têm de aprender a verdade por si mesmas. O culto
familiar, onde uma porção da Palavra de Deus deveria ser lida todos os dias, é
atualmente, mesmo nos lares de muitos crentes nominais, uma coisa do passado. A
Bíblia não é exposta no púlpito, nem lida nos bancos das igrejas. As exigências
de uma época repleta de atividades são inumeráveis, de modo que milhares de
crentes têm pouco tempo e, menos ainda, inclinação de prepararem-se para o
encontro com Deus. Por isso, a maioria dos que são muito indolentes para
investigarem por si mesmos são deixados à mercê daqueles a quem eles pagam para
examinarem as Escrituras no lugar deles; muitos deles negam a sua confiança em
Deus, por estudarem e exporem os problemas econômicos e sociais, e não os oráculos
de Deus.
Em Provérbios 14.12, lemos: “Há caminho que ao homem parece
direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte”. Este “caminho” que termina em
“morte” é uma ilusão do diabo — o evangelho de Satanás — um caminho de salvação
por meio de realizações humanas. É um caminho que “parece direito”, ou seja, é
um caminho apresentado de uma maneira tão plausível, que apela ao homem
natural; e de uma maneira tão sutil e atrativa, que recomenda a si mesmo à
inteligência de seus ouvintes. Multidões incontáveis são seduzidas e enganadas
por este caminho, devido ao fato de que ele se apropria de uma terminologia
religiosa, recorre, às vezes, à Bíblia, para sustentar a si mesmo (sempre que
isto for conveniente aos seus propósitos), e defende ideais nobres diante dos
homens, sendo proclamado por aqueles que foram graduados em nossas instituições
teológicas.
O sucesso de um falsificador de moedas depende de quão parecida
a moeda falsa se torna com a genuína. A heresia não é uma negação completa da
verdade, e sim uma perversão da verdade. Esta é a razão por que uma mentira
incompleta é mais perigosa do que uma mentira completa. Por isso, quando “o pai
da mentira” sobe ao púlpito, ele não costuma negar abertamente as verdades fundamentais
do cristianismo; pelo contrário, ele as reconhece astutamente e, em seguida,
apresenta uma interpretação errônea e uma falsa aplicação. Por exemplo, ele não
manifestará uma tolice tão excessiva, a ponto de anunciar ousadamente sua
incredulidade em um Deus
pessoal; Satanás admite a existência de um Deus pessoal, mas, em seguida,
apresenta uma falsa descrição do caráter deste Deus. Satanás anuncia que Deus é
o Pai espiritual de todos os homens, quando as Escrituras nos dizem claramente
que somos “filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus ” (Gl
3.26) e que, “a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos
filhos de Deus” (Jo 1.12). Além disso, Satanás declara que Deus é extremamente
misericordioso e jamais enviará qualquer membro da raça humana para o inferno,
quando Deus mesmo afirmou: “Se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida,
esse foi lançado para dentro do lado de fogo” (Ap 20.15).
Satanás não seria tão medíocre, a ponto de ignorar o personagem
central da História da humanidade — o Senhor Jesus. Pelo contrário, o evangelho
de Satanás reconhece o Senhor Jesus como o melhor homem que já viveu. Este
evangelho atrai a atenção das pessoas às obras de compaixão e de misericórdia
realizadas por Jesus, à beleza de seu caráter e à sublimidade de seus ensinos.
A sua vida é elogiada, mas a sua obra vicária é ignorada; a importantíssima
obra de expiação na cruz nunca é mencionada, enquanto a sua triunfante
ressurreição física, dentre os mortos, é considerada como uma das credulidades
de uma época de superstições. Este evangelho não contém o sangue da expiação e
apresenta um Cristo sem cruz, que é recebido não como Deus manifestado na
carne, e sim apenas como o Homem Ideal.
Em 2 Coríntios 4.3-4, temos uma passagem bíblica que oferece muito
esclarecimento sobre o nosso tema. Esta passagem nos diz: “Se o nosso
evangelho ainda está encoberto, é para os que se perdem que está encoberto, nos
quais o deus deste século [Satanás] cegou o entendimento dos incrédulos, para
que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a
imagem de Deus”. Satanás cega a mente dos incrédulos por ocultar-lhes a luz do
evangelho de Cristo e por substituí-lo pelo seu próprio evangelho. Ele é
apropriadamente chamado de “diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo” (Ap
12.9). Apenas em apelar ao “melhor que existe no homem” e em exortá-lo a
“seguir uma vida nobre”, Satanás fornece uma plataforma geral sobre a qual as
pessoas de diferentes tons de opinião podem se unir e proclamar esta mensagem
comum.
Citamos, novamente, Provérbios 14.12: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte”. Alguém já disse, com considerável verdade, que o caminho para o inferno está pavimentado com boas intenções. Haverá muitos no lago de fogo que recomendaram suas próprias vidas com boas intenções, resoluções honestas e ideais elevados — aqueles que eram justos em seus relacionamentos, corretos em suas transações e caridosos em todos os seus procedimentos; homens que se orgulhavam de sua integridade, mas que procuravam justificar-se a si mesmos diante de Deus, por meio de sua justiça própria; homens de boa moralidade, misericordiosos, magnânimos, mas que nunca se viram como pecadores culpados, perdidos, merecedores do inferno e necessitados de um Salvador. Este é o caminho que “parece direito”; é o caminho que a si mesmo se recomenda à mente carnal e a multidões de pessoas iludidas em nossos dias. O engano do diabo afirma que podemos ser salvos por meio de nossas próprias obras e justificados por meio de nossos atos; enquanto Deus nos declaraem sua Palavra :
“Pela graça sois salvos, mediante a fé... não de obras, para que ninguém se
glorie”; e: “Não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo a sua
misericórdia, ele nos salvou”.
Citamos, novamente, Provérbios 14.12: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte”. Alguém já disse, com considerável verdade, que o caminho para o inferno está pavimentado com boas intenções. Haverá muitos no lago de fogo que recomendaram suas próprias vidas com boas intenções, resoluções honestas e ideais elevados — aqueles que eram justos em seus relacionamentos, corretos em suas transações e caridosos em todos os seus procedimentos; homens que se orgulhavam de sua integridade, mas que procuravam justificar-se a si mesmos diante de Deus, por meio de sua justiça própria; homens de boa moralidade, misericordiosos, magnânimos, mas que nunca se viram como pecadores culpados, perdidos, merecedores do inferno e necessitados de um Salvador. Este é o caminho que “parece direito”; é o caminho que a si mesmo se recomenda à mente carnal e a multidões de pessoas iludidas em nossos dias. O engano do diabo afirma que podemos ser salvos por meio de nossas próprias obras e justificados por meio de nossos atos; enquanto Deus nos declara
Há alguns anos, conheci um homem que era um pregador leigo e
obreiro cristão entusiasta. Durante sete anos, ele estivera engajado na
pregação pública e em atividades religiosas. No entanto, por meio das
expressões que ele utilizava, eu mesmo duvidei se ele era “nascido de novo”.
Quando comecei a questioná-lo, descobri que ele tinha um conhecimento muito
imperfeito das Escrituras e apenas uma vaga noção sobre a obra de Cristo em
favor dos pecadores. Por algum tempo, procurei apresentar-lhe o caminho da salvação,
de uma maneira simples e impessoal, e encorajá-lo a estudar a Palavra de Deus,
na esperança de que, se meu amigo ainda não era salvo, Deus se agradaria em
revelar-lhe o Salvador que ele necessitava.
Uma noite, para nossa alegria, aquele que estivera pregando o
evangelho por vários anos, confessou que havia encontrado a Cristo somente na
noite anterior. Ele reconheceu (usando as suas próprias palavras) que estivera
apresentando “o Cristo ideal”, e não o Cristo da cruz. Creio que existem
milhares de pessoas semelhantes a este pregador, pessoas que, talvez, foram
trazidas à Escola Dominical, aprenderam sobre o nascimento, a vida e os ensinos
de Jesus Cristo; pessoas que crêem na historicidade da pessoa de Cristo;
pessoas que esporadicamente se esforçam para obedecer os preceitos de Jesus e
pensam que isso é tudo que é necessário para a sua salvação. Com freqüência,
esse tipo de pessoa, quando atinge a maturidade e sai para o mundo, depara-se
com os ataques de ateístas e infiéis, dizendo-lhes que Jesus de Nazaré nunca
viveu neste mundo. Mas as impressões dos primeiros contatos com o evangelho não
podem ser facilmente apagadas e tais pessoas permanecem firmes na confissão de
que crêem em Jesus.
Apesar disso, quando a sua fé é examinada, com muita
freqüência descobre-se que, embora acreditem em muitas coisas sobre Jesus, tais
pessoas realmente não crêem nEle. Em sua mente, elas acreditam que Ele
realmente viveu neste mundo (e, por crerem nisso, imaginam que são salvas), mas
nunca abaixaram as armas de sua guerra contra Jesus, sujeitando-se a Ele, nem
creram nEle verdadeiramente, com todo o seu coração.
A simples aceitação de uma doutrina ortodoxa sobre a pessoa de
Cristo, sem o coração haver sido conquistado por Ele e sem a vida Lhe ser
consagrada, é outra fase do “caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo
dá em caminhos de morte”; em outras palavras, é outro aspecto do evangelho de
Satanás.
E, agora, qual é a sua situação? Você está no caminho que
“parece direito”, mas termina na morte, ou no caminho estreito que conduz à
vida? Você abandonou verdadeiramente o caminho largo que conduz à perdição? O
amor de Cristo criou em seu coração um ódio e horror por tudo aquilo que é
desagradável a Deus? Você tem desejo de que Ele reine sobre você (Lc 19.14)?
Você está descansando plenamente na justiça de Cristo e no sangue dEle para a
sua aceitação diante de Deus?
Aqueles que estão confiando em formas exteriores de piedade,
como o batismo ou a “confirmação”; aqueles que são religiosos porque isto é
considerado uma característica de respeitabilidade; aqueles que freqüentam
alguma igreja, porque fazê-lo está na moda; e aqueles que se unem a alguma
denominação porque supõem que esse passo os capacitará a se tornarem cristãos —
todos esses estão no caminho que “ao cabo dá em morte” — morte espiritual e
eterna. Não importa quão puros sejam os nossos motivos; quão bem intencionados,
os nosso propósitos; quão nobres, as nossas intenções; quão sinceros, os nossos
esforços, Deus não nos reconhece como seus filhos enquanto não recebemos o seu
Filho.
Uma forma ainda mais ilusória do evangelho de Satanás consiste
em levar os pregadores a apresentarem o sacrifício expiatório de Cristo e, em
seguida, dizerem aos seus ouvintes que a única exigência de Deus para eles é
que creiam no seu Filho. Por meio disso, milhões de almas que não se arrependem
são iludidas, pensando que foram salvas. Mas o Senhor Jesus disse: “Se... não
vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (Lc 13.3). Arrepender-se
significa odiar o pecado, sentir tristeza por causa do pecado e converter-se
dele. É o resultado da obra do Espírito Santo em tornar o coração contrito
diante de Deus. Ninguém, exceto a pessoa de coração quebrantado, pode crer de
maneira salvífica no Senhor Jesus Cristo.
Afirmamos, mais uma vez, que milhares estão iludidos, ao supor
que “aceitaram a Cristo” como seu “Salvador pessoal”, quando na realidade ainda
não O receberam como seu SENHOR. O Filho de Deus não veio ao mundo para salvar
seu povo nos pecados deles, e sim para salvá-los “dos pecados deles” (Mt 1.21).
Ser salvo dos pecados significa ser salvo do ignorar e do rejeitar a autoridade
de Deus; significa abandonar o curso de vida caracterizado pelo egoísmo e pela
satisfação pessoal; ou, em outras palavras, abandonar nosso próprio caminho (Is
55.7). Ser salvo significa sujeitar-se à autoridade de Deus, render-se ao
domínio dEle, oferecer-nos a nós mesmos para sermos governados por Ele. Aquele
que nunca tomou sobre si o jugo de Cristo; aquele que não está verdadeira e
diligentemente procurando agradar a Cristo, em todos os aspectos da sua vida, e
continua supondo que está confiando na obra consumada de Cristo, esse está
iludido por Satanás.
Em Mateus 7, há duas passagens que nos mostram os resultados
aproximados entre o evangelho de Cristo e a falsificação de Satanás. Primeira,
nos versículos 13 e 14: “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e
espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por
ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida,
e são poucos os que acertam com ela”. Segunda, nos versículos 22 e 23: “Muitos,
naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós
profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome
não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos
conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.
Sim, querido leitor, é possível trabalhar em
nome de Cristo (até pregar em seu nome) e, embora o mundo e a igreja nos
conheçam, não sermos conhecidos pelo Senhor! Quão necessário é que descubramos
em que situação realmente estamos; que examinemos a nós mesmos, a fim de
sabermos se estamos na fé; que nos julguemos pela Palavra de Deus e
verifiquemos se estamos sendo enganados pelo nosso sutil inimigo; que
descubramos se estamos edificando nossa casa sobre a areia ou se ela está
construída sobre a Rocha, que é Jesus Cristo! Que o Espírito de Deus examine
nosso coração, quebrante nossa vontade, destrua nossa inimizade contra Deus,
produza em nós um profundo e verdadeiro arrependimento e faça os nossos olhos
se fixarem no Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.Fonte: Ministério Fiel.

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